Temperaturas de consumo de cervejas

Você sabia que a temperatura de consumo influencia na percepção das características sensoriais da cerveja? Por isso existem diferentes temperaturas indicadas para cada estilo de cerveja.

Consumindo a cerveja na faixa de temperatura considerada “ideal” e adequada ao estilo, você conseguirá aproveitar melhor todas as sensações que a cerveja pode proporcionar.

Cervejas para refrescar, com teor alcoólico e sabor mais leve, podem ser servidas muito geladas (de 2 a 4°C). Cervejas de trigo alemãs, Tripel belgas e Lambics, podem ser servidas geladas (entre 4 e 6°C). Cervejas de sabores mais complexos como IPAs, Weizenbocks, Porters e Dubbels o ideal é servi-las frias (de 7 a 10°C). Já cervejas mais fortes e mais alcoólicas como Belgian Dark Strong Ales, Russian Imperial Stout, Barley Wine e Doppelbock, devem ser servidas em temperatura de adega (10 a 13°C).

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É importante citar que a escala apresentada acima não se trata de uma regra imutável, mas sim de uma orientação, que pode ser adaptada de acordo com a cultura, o gosto pessoal, o local e até mesmo a época de consumo. O bacana é termos o conhecimento das temperaturas que são indicadas para cada estilo, fazer a experiência e ver se funciona para você na prática.

Boas degustações!

O quão boas são as safras de lúpulos de anos anteriores?

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Recentemente a equipe da Cerveja da Casa esteve presente no Workshop Agrária 2018, realizado em Guarapuava – Paraná. No evento foram apresentadas diversas palestras sobre assuntos relevantes no universo cervejeiro. Entre elas, a que mais chamou atenção de nossa equipe foi sobre a qualidade dos lúpulos de safras “antigas”, ministrada por Florian Schüll da HVG (Alemanha), então resolvemos fazer um resumo desta palestra para que um maior número de pessoas possa ter acesso a essas informações tão valiosas. Confira a seguir!

O quão boas são as safras de lúpulos de anos anteriores?

Sem justificativa detalhada, muitos cervejeiros preferem a safra atual/mais jovem dos lúpulos, pois esperam um produto mais fresco em comparação com safras mais antigas. A seguir iremos retomar alguns dados históricos e confrontar com pesquisas realizadas recentemente para avaliar se tal preferência é realmente justificável.

Até os anos 60 o lúpulo era estocado em fardos redondos em contato com oxigênio. Já com 1 ano de armazenamento havia uma perda considerável de qualidade por oxidação. Muitas cervejarias não tinham nem a opção de armazenagem refrigerada. Em meados de 1970 as indústrias de lúpulo alegavam que o armazenamento refrigerado do lúpulo em pellets não era necessário, isso estava errado. Somente após 1990 as embalagens foram alteradas de fardos redondos para fardos retangulares. Portanto, há algumas décadas a avaliação negativa de safras antigas tinha suas razões, porém, a partir de 2000 o lúpulo começou a ser armazenado refrigerado após a colheita.

O que mudou desde então?

Produtos de lúpulo, especialmente pellets, são embalados inertemente em folhas compostas de alumínio. Dessa forma, ar e oxigênio não exercem influência negativa e a oxidação pode ser largamente evitada. Hoje os produtos de lúpulo também são armazenados preferencialmente refrigerados. Houve, portanto, uma grande mudança positiva.

O que significa o envelhecimento do lúpulo?

Todos os metabólitos secundários do lúpulo reagem, sem exceção, com o oxigênio. Os α- e β- ácidos são bastante suscetíveis à oxidação; eles reagem com o oxigênio intensa e rapidamente; são formados compostos de amargor não agradável e aromas de queijo a partir das cadeias laterais. Os polifenóis oxidam e polimerizam. Assim, perdem suas propriedades sensoriais positivas (amargor agradavelmente leve, contribuindo para o corpo) e se tornam desagradavelmente amargas na forma molecular mais alta. Compostos aromáticos oxidam, principalmente os Mono- e Sesquiterpenos, como Mirceno, Humuleno, β-Cariofileno. Atualmente, não há indicação de que existam reações oxidativas positivas dos metabólitos secundários do lúpulo. Sendo assim, a oxidação é geralmente negativa.

Todos os estudos anteriores sobre oxidação e envelhecimento de compostos do lúpulo confirmam a regra de van’t Hoff: “O aumento da temperatura em 10 °C provoca uma reação 2 a 3 vezes mais intensa.” Esta regra vale pelo menos para faixas de temperatura de 0 a 30°C.

Além da indispensável exclusão do oxigênio, o controle da temperatura no armazenamento do lúpulo ou produtos de lúpulo é fundamental. Portanto, se o tratamento do lúpulo segue as regras viáveis de armazenamento inerte e refrigerado, pode-se falar de um produto fresco.

“Se uma amostra de lúpulo é protegida da entrada de ar e armazenada a frio, a composição dos polifenóis dificilmente muda, e apenas alterações insignificantes podem ser detectadas nos aromas. É interessante notar que os β-ácidos são praticamente estáveis, porém os α-ácidos diminuem.” (livro Hopfenbuch, página 162) Como não há oxigênio presente na embalagem, nenhum produto de oxidação dos α-ácidos é logicamente detectável. No entanto, alguns dos α-ácidos podem ser detectados como iso-α-ácidos, que estão assim disponíveis como amargor para a cerveja.

O experimento

Para comprovar a veracidade das informações apresentadas, foi realizado um experimento com 10 lúpulos em pellets de variedades aromáticas variadas, armazenados a frio (<5°C) por 5 a 9 anos e analisados para as seguintes leituras: condutometria por EBC 7.5 em peso-%, teor de Iso-α-ácidos por EBC 7.8 em peso-% (após a produção todos os valores se apresentaram abaixo do limite de detecção), óleo de lúpulo por EBC 7.10 em ml/100g, Hop Storage Index por EBC 7.12 = HSI, corresponde ao método ASBC – Hops 12. Os valores obtidos logo após a produção dos pellets serão comparados com os valores atuais após o tempo de armazenagem.

Avaliação dos resultados da média de 6,8 anos

A diminuição média da condutometria (α-ácidos) é de 0.34 peso-%. Isso corresponde a 5.6 %-rel., em torno de 1 %-rel. por ano. Tal diminuição dos valores de condutometria está relacionada 40 a 50% com a formação de Iso-α-ácidos, porém não se deve considerar uma diminuição da capacidade de amargor. O aumento de Iso-α-ácidos corresponde a média de 0.16 peso.-%, devido à melhor solubilização no mosto e cerveja o potencial de amargor do Iso-α-ácido pode ser comparado com o dobro do valor do α-ácido. A perda de óleos com 0,05 ml/100g é consideravelmente menor do que o erro de análise.

O veredicto

Pellets entre 5 e 9 anos não perderam nem potencial aromático nem de amargor. Nem mesmo uma aproximação da dosagem se faz necessária. Os Pellets inertes e armazenados a frio permanecem estáveis por vários anos sem sacrificar a qualidade. Atualmente pode-se estabelecer um limite conservador de 5 anos.

Conclusão

Com base nesses resultados, o cervejeiro deve reconsiderar sua rejeição de lúpulos mais antigos e não seguir o pré-conceito.

Os pellets feitos há 5 anos a partir de lúpulos frescos e refrigerados podem ser até melhores que os pellets de lúpulos impropriamente armazenados de uma colheita recente. Pellets de 5 anos de idade de safra de alta qualidade podem ser melhores do que pellets de uma safra fraca (problemas de clima) mais jovem.

Portanto, não tenha medo de pellets de safras antigas e garanta o estoque dos anos de safras boas (alta produção, boa qualidade e normalmente bom preço).

Fonte: Florian Schüll e Adrian Forster da HVG – palestra no Workshop Agrária 2018

Mais de 60 receitas dos mestres cervejeiros da Weyermann®

Já imaginou brassar uma receita elaborada por um mestre cervejeiro da Weyermann? Agora isso é possível!

Situada em Bamberg, na Alemanha, e fundada em 1879, a Weyermann® é considerada a mais famosa e conhecida fábrica de maltes especiais do mundo. Seus produtos são utilizados em inúmeras cervejas ao redor do globo. Além da maior diversidade de maltes especiais do mundo, também produz extratos de malte. Conheça mais sobre a empresa neste vídeo.

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Em 2005 a Agrária malte, maior maltaria da América Latina, fechou uma parceria com a Weyermann e, desde então, é distribuidora exclusiva de seus maltes no Brasil.

Recentemente a Agrária disponibilizou 66 receitas desenvolvidas e testadas pelos mestres cervejeiros da Weyermann, e agora você tem a oportunidade de reproduzir essas cervejas na sua casa.

Acesse os links e confira essas receitas super exclusivas:

– Weyermann® Rauchbier:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=13

– Weyermann® 1879 Stout:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=14

– Weyermann® Abreé Ale:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=15

– Weyermann® Baltic Porter:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=16

– Weyermann® Barley Wine:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=17

– Weyermann® Bavarian Smoked Beer:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=18

– Weyermann® Belgian Barley Wine:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=19

– Weyermann® Belgian Golden Ale:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=20

– Weyermann® Bernstein Weizen:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=21

– Weyermann® Biére de Garde:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=22

– Weyermann® Biére de Mars:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=23

– Weyermann® Biére de Saison 2:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=24

– Weyermann® Biére de Saison:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=25

– Weyermann® Double Black India Pale Ale:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=26

– Weyermann® Bock Escura:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=27

– Weyermann® Bohemian Bock:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=28

– Weyermann® Bohemian Dunkel 1:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=29

– Weyermann® Bohemian Dunkel 2:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=30

– Weyermann® Bohemian Pilsen:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=31

– Weyermann® Crazy Coriander:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=32

– Weyermann® Dunkel:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=33

– Weyermann® Especial de 4 Grãos:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=34

– Weyermann® Helles:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=35

– Weyermann® Imperial Stout:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=36

– Weyermann® Bamberg India Pale Ale 1:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=37

– Weyermann® Bamberg India Pale Ale 2:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=38

– Weyermann® Original India Pale Ale 2:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=39

– Weyermann® Original India Pale Ale 2:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=40

– Weyermann® India Pale Ale Alaranjada:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=41

– Weyermann® Kellerbier:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=42

– Weyermann® Kölsch:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=43

– Weyermann® Kriek:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=44

– Weyermann® Maibock:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=45

– Weyermann® Oak-toberwheat:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=46

– Weyermann® Pilsen Josef Groll 1842:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=47

– Weyermann® Porter 1:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=48

– Weyermann® Porter 2:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=49

– Weyermann® Raspberry Porter:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=50

– Weyermann® Red Lager:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=51

– Weyermann® Red Trophy Ale:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=52

– Weyermann® Schlotfegerla®:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=53

– Weyermann® Schwarz:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=54

– Weyermann® Smoked Porter:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=55

– Weyermann® Tripel 1:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=56

– Weyermann® Tripel 2:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=57

– Weyermann® Weihnachtsfestbier:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=58

– Weyermann® Weizen 1:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=59

– Weyermann® Weizen Clara:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=60

– Weyermann® Weizen Avermelhada 1:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=61

– Weyermann® Weizen Avermelhada 2:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=62

– Weyermann® Weizen Dunkel Defumada:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=63

– Weyermann® Weizen Bock:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=64

– Weyermann® Wheat Wine:

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=65

– Weyermann® Whisky-Bier.

http://www.agraria.com.br/malte_receitas.php?idreceita=66

Não se esqueça que no site da Cerveja da Casa você encontra os mais diversos maltes da Weyermann para produzir excelentes cervejas.

Boas brassagens!

Receita – Pão com bagaço de malte

Aqui na CERVEJA DA CASA também produzimos nossas cervejas, seja para testar novos equipamentos ou para servir à nossa equipe em algum evento interno, por isso é comum termos à disposição o bagaço do malte que sobra dessas brasagens. Unindo o útil ao agradável, frequentemente utilizamos esta sobra para produzir um belo pão!

Após pesquisar um pouco, resolvemos dar um toque mais saudável àquelas receitas comumente encontradas na internet e formulamos uma receita mais leve e saudável, já testada e aprovada por todos aqui.

Lembramos que os maltes são benéficos à nossa saúde. Entre os benefícios, o consumo deste grão agrega uma grande quantidade de vitaminas do complexo B, que são importantes no processo de fornecimento de energia ao corpo. Além de ser um grão rico em minerais, como o magnésio, essencial para manter o corpo ativo, zinco, que participa do sistema de defesa do corpo e fósforo importante para a saúde dos ossos.

Então vamos aos ingredientes!

– 500g de bagaço de malte

– 1 kg de farinha de trigo INTEGRAL

– 150g farinha de trigo branca

– 3 ovos

– 3 sachês de 10g de fermento biológico

– 300ml de leite desnatado morno

– 1 colher de sopa de sal rosa

– 4 colheres de sopa de mel

– 4 colheres de óleo de coco

– 3 colheres de sopa de linhaça ou chia

Modo de Preparo:

Bata no liquidificador o LEITE MORNO com o BAGAÇO DE MALTE e as 4 colheres de MEL (deixará o malte mais fino, no resultado final o pão fica menos quebradiço).

Em uma bacia grande, misture a FARINHA INTEGRAL com o FERMENTO, depois adicione o restante dos ingredientes, reservando 1 ovo e 100g de farinha branca.

Faça tudo com as mãos de forma firme para misturar toda a massa e deixar tudo bem homogêneo, com o tempo pode ir adicionando aos poucos a FARINHA BRANCA, a massa irá começar a desgrudar dos seus dedos e você conseguirá mexer nela sem ficar com resíduos entre os dedos.

Quando chegar a este ponto, em uma bancada ou mesa, polvilhe um pouco da farinha branca e comece a sovar (amassar) a massa por uns 10 a 20 minutos, sempre adicionando um pouco de farinha branca quando perceber que está grudando na superfície.

Quando perceber que a massa está bem lisa, fofinha e não está mais pegajosa, reserve a mesma separando em 3 porções iguais (ou mais se preferir) e deixe descansar por 20 minutos. Depois sove por mais uns minutinhos e deixe-a descansar já nas formas (previamente untadas com óleo e farinha) por no mínimo 1 hora ou até a massa dobrar de tamanho.

Com uma faca, faça um leve corte na superfície do pão e pincele a gema do OVO que você reservou (ajuda a dar brilho, deixando o pão com uma cor mais bonita).

Pré-aqueça o forno em temperatura alta, mais ou menos 260°por cinco minutos, depois coloque o pão e mantenha a temperatura em 200° por mais 60 minutos.

Bom apetite!

Novidades na área – Loja física

Você pediu e nós atendemos!
A partir de agora, a Cerveja da Casa passa a focar não apenas nas vendas online, mas também na loja física em Canoas/RS.
Nosso grande diferencial é que além de sermos uma brewshop, com venda de acessórios e insumos, somos também fabricantes. Por esse motivo, estamos sempre lançando novos equipamentos para revolucionar a vida do cervejeiro caseiro, logo, quem vier visitar nossa loja poderá conferir essas novidades em primeira mão. Além disso, frequentemente fazemos brassagens para testes e demonstrações de equipamentos e os clientes que vierem em nosso espaço poderão acompanhar tudo de pertinho.
Outro grande destaque são os novos valores dos insumos, que ficaram muito mais competitivos, visando atender o cervejeiro local como ele merece: com preço justo e itens de qualidade.
Por isso não deixe de conhecer o espaço da Cerveja da Casa na Rua Paracatu, 220, bairro Igara, Canoas/RS. Venha bater um papo com nossos cervejeiros vendedores (sim, antes de vendedores, eles são cervejeiros assim como vocês) e conferir as novidades desse universo que tanto amamos, o da cerveja feita em casa.

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Equipe pronta para lhe atender 🙂

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Quadrinhos cervejeiros não podem faltar ❤
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Nosso super time de vendas: Katia, Jeferson e Lucas.

Como preparar o priming

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O priming é um procedimento muito utilizado por cervejeiros que envasam suas cervejas em garrafas. Esta técnica consiste em adicionar uma pequena quantidade de açúcar para gerar uma leve fermentação na garrafa. O fermento consumirá este açúcar, liberando gás carbônico e uma pequena quantidade de álcool. Dessa forma, a cerveja ficará carbonatada (com gás).

Porém não é raro nos depararmos com dúvidas quanto à melhor maneira de realizar a técnica. Por isso resolvemos mostrar aqui duas formas de preparar e adicionar o priming com praticidade e eficácia.

Dica importante: precisamos ter em mente que o fermento ainda está vivo ao final da maturação. Ele apenas diminuiu sua atividade devido ao término do açúcar e passou a desempenhar outras tarefas dentro da sua cerveja. Portanto é necessário sempre verificar através do densímetro se a fermentação chegou realmente ao fim antes de engarrafar. Se ainda houver açúcar na cerveja a ser consumido pelo fermento e levarmos esta cerveja à garrafa com mais açúcar do que calculamos, as garrafas podem estourar.

Para uma cerveja com carbonatação ideal, utiliza-se normalmente em torno de 7 gramas de açúcar por litro de cerveja (não por garrafa). O priming pode ser preparado a partir de diversos tipos de açúcar, aqui vamos mostrar como fazer utilizando açúcar branco comum.  Iremos ensinar duas técnicas para seu preparo, na primeira o mesmo é fracionado e adicionado em cada garrafa e na segunda ele é misturado no volume total de cerveja antes do envase nas garrafas:

1- Priming na Garrafa

– Verificar quantos litros de cerveja você tem no fermentador.

– Supondo que tenha 20L de cerveja e você queira colocar 7g/L de açúcar no volume total.

– Açúcar necessário: 7g/L (20L x 7g) = 140g.

– Ferver solução com 1ml/g (140g x 1ml) = 140ml água.

– Colocar algumas gotinhas de limão na fervura (para acelerar a quebra da sacarose em glicose e frutose).

– Ferver por uns 10 minutos, resfriar um pouco e medir o volume total desta solução (vamos supor que tenha ficado com 250ml).

– Você deverá dividir o volume total de priming (250ml) pelo número de garrafas que irá utilizar.

Ex: Se for utilizar em garrafas de 500ml: (20L/500ml) = 40 garrafas

– Divida o priming pelo número de garrafas: (250ml / 40 garrafas) = 6,2ml  

 – Então irá colocar a quantia de 6,2ml em cada garrafa (pode utilizar uma seringa para auxiliar nessa etapa).

*Para outros tamanhos de garrafas, basta alterar a fórmula acima.

2- Priming na Panela

– Verificar quantos litros de cerveja você tem no fermentador.

– Supondo que tenha 20L de cerveja e você queira colocar 7g/L de açúcar no volume total.

– Açúcar necessário: 7g/L (20L x 7g) = 140g.

– Ferver solução com 2ml/g: (140g x 2ml) = 280ml de água.

– Colocar algumas gotinhas de limão na fervura (para acelerar a quebra da sacarose em glicose e frutose).

– Ferver por uns 10 minutos e resfriar um pouco (apenas para não colocar fervendo na cerveja).

– Despeje o priming no recipiente que irá receber a cerveja (panela ou balde limpos) depois transfira a cerveja para já ir misturando ao priming enquanto transfere. Cuidado para não levar junto os restos de levedura acumulados no fundo do fermentador.

– Quando terminar de transferir mexa um pouco (sem agitar muito) e está pronto para fazer o envase!

Conheça nosso espaço

Hoje resolvemos compartilhar com vocês um pouquinho do nosso espaço.
Como sabem, nossos produtos são vendidos pelo site www.cervejadacasa.com, mas também possuímos um local para receber os clientes que desejam nos visitar presencialmente, conhecer os produtos de perto e conversar com nossos vendedores.

Estamos localizados na cidade de Canoas/RS. Se desejar vir conhecer, basta combinar conosco uma visita. 

Ou acesse nosso site e compre os equipamentos para produzir a sua própria cerveja.
______________________
 www.cervejadacasa.com
 (51) 3472.6445
 vendas@cervejadacasa.com

Dia Internacional da Mulher

Ontem foi o dia Internacional da Mulher e nesta data sempre gostamos de lembrar sobre o papel fundamental que a mulher teve na história da cerveja e ressaltar como as mulheres vem se destacando cada vez mais no cenário cervejeiro, tanto no consumo, quanto na produção da bebida.
Já contamos aqui na página que a relação das mulheres com a cerveja é antiga, por muitos anos eram somente elas que produziam e comercializavam o líquido, sendo que na antiguidade as mulheres cervejeiras eram consideradas quase deusas. Esse domínio só diminui no final do século XVIII, com a disseminação da produção de cerveja em larga escala.
Hoje, apesar de certos problemas culturais ainda persistirem, a mulher tem conquistado cada vez mais espaço no universo cervejeiro e vem exercendo papel ativo seja como profissional do ramo ou como exigente consumidora.
Deixamos com vocês a imagem de Ninkasi, a deusa da cerveja na mitologia Suméria. Que ela inspire você, mulher, a exercer o papel que você quiser, no meio cervejeiro ou em qualquer outro!

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Um brinde a isso!

Airlock não é densímetro!

Muitos cervejeiros caseiros em suas primeiras brassagens cultivam um medo enorme com relação ao airlock não apresentar atividade na hora da fermentação. Não é raro recebermos perguntas do tipo: “Meu airlock não está borbulhando, e agora?”, “Nas primeiras horas o airlock borbulhou a todo vapor e agora reduziu a atividade, é normal?” ou até “O airlock ficou funcionando nos primeiros dias e depois parou, terminou a fermentação?”.

Pois então caros homebrewers, saibam que é super normal ter esse tipo de dúvida, mas que na verdade essas situações não são motivos de preocupação e que, ao contrário do que muitos podem pensar, não está tudo perdido!

Primeiramente, é importante entender que o airlock nada mais é que uma válvula destinada a permitir a saída de pressão interna, devido ao CO2 formado pela fermentação, além de evitar que o ar do ambiente retorne para dentro do fermentador.

O que ocorre muitas vezes é que o fermentador não está 100% vedado, principalmente no caso dos baldes comumente utilizados, e, assim, o CO2 da fermentação acaba sendo liberado pelas pequenas brechas na tampa do fermentador em vez de sair pelo airlock. Portanto, o fato de o airlock não estar borbulhando, não significa que a fermentação não está ocorrendo.

Uma boa dica para quem utiliza balde fermentador é passar plástico filme ou silver tape ao redor da tampa, isso pode solucionar problemas na vedação.

Recomendamos sempre ter calma nessa hora, pois a levedura no seu processo inicial pode levar em torno de 24 até 36 horas para realmente fermentar. Lembrando que isso depende de várias situações, como o Pitching Rate (taxa de inoculação), temperatura da fermentação, se teve uma hidratação ou não antes de inocular a levedura, células viáveis, etc.

A partir de 48 horas depois que o mosto foi colocado no fermentador, entra em cena o densímetro! Este é o instrumento correto para confirmar se a fermentação está ocorrendo, basta retirar uma amostra, fazer a medição e verificar se a densidade está baixando. Outra dica é observar se houve um crescimento de espuma (chamada de krausen) no topo do líquido, isso mostra que a fermentação está ocorrendo.

Por isso, quando aquelas perguntas lá do início vierem te assombrar, tenha sempre em mente:

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Temperatura de fermentação

Nove entre dez cervejeiros caseiros começam sua produção de cerveja fermentando em temperatura ambiente. Isso não chega a ser um problema no começo, quando existem tantas variáveis a serem controladas que a pessoa pode chegar a se desencorajar por excesso de informação, tendo a falsa impressão de que fazer cerveja é uma coisa complicada.

O fato é que conforme se vai dominando o processo, alguns detalhes começam a fazer bastante diferença no resultado final do produto. A fermentação é um típico exemplo disso, afinal, como diz o velho ditado, não somos nós que fazemos cerveja, e sim as leveduras.

O controle de fermentação não é algo complicado, exige apenas uma geladeira dedicada a isso e um controlador de temperatura, facilmente adaptável. Podemos dizer que este é um divisor de águas numa fabricação caseira de cerveja. Se todos os demais passos forem seguidos, com o controle de temperatura da fermentação estaremos dando um salto de qualidade muito grande.

 

Por isso recomendamos: nunca deixe de começar a fabricar sua cerveja por falta de controle de temperatura, mas tenha presente como um objetivo a ser alcançado, com a certeza de que isso contribuirá para torná-lo um cervejeiro diferenciado.